No silênco-só no Silêncio-no
vazio que é repleto-só no vazio
que é repleto-no nada que é tudo-só no nada que é tudo-há
LIBERDADE.
Mestre Morya
Saturday, December 29, 2007
SWANS (Chris Spheeris, Enchantment)
Friday, December 28, 2007
Bruce Springsteen - Glory Days
Que todos os dias de 2008 sejam
dias de glória.
A vida é um jogo com regras.
Que façamos dela sempe o melhor
que sabemos, porque de facto
ela passa breve como um piscar de olhos.
Tuesday, December 25, 2007

A vida é uma oportunidade, aproveite-a...A vida é beleza, admire-a...A vida é felicidade, deguste-a...A vida é um sonho, torne-o realidade...A vida é um desafio, enfrente-o...A vida é um dever, cumpra-o...A vida é um jogo, jogue-o...A vida é preciosa, cuide dela...A vida é uma riqueza, conserve-a...A vida é amor, goze-o...A vida é um mistério, descubra-o...A vida é promessa, cumpra-a...A vida é tristeza, supere-a...A vida é um hino, cante-o...A vida é uma luta, aceite-a...A vida é aventura, arrisque-a...A vida é alegria, mereça-a...A vida é vida, defenda-a...
Madre Teresa de Calcutá
Sunday, December 16, 2007

Monday, December 03, 2007
Little Drummer Boy
Que o Natal não seja apenas um
tempo de luzes artificiais.
Mas que seja a inspiração de nos fazer lembrar que dentro de
cada um de nós existe uma Luz
Superior que nunca se extingue.
Basta a deixar brilhar todos os
dias do ano.
Saturday, November 24, 2007
Tuesday, November 20, 2007
Saturday, November 10, 2007
Pela luz dos olhos teus
Pois...quando a luz dos olhos meus e a luz dos olhos teus, decidem se encontrar...hummm para quê palavras????
Friday, November 09, 2007
Italia 03 - Tarde em Itapoã Vinicius de Moraes e Toquinho
É uma docura passar uma tarde com Vinicius e se for em Itapoã...:)
Monday, November 05, 2007
Eu amo esta cidade das sete colinas
de escadinhas e esquinas,
de becos sem saída, ruas estreitas
e de modas que vestem, tascas e bares
em noites…”perfeitas.”
Do casario que namora o rio,
da Praça da Figueira e do Rossio.
Eu gosto da sala de visitas
para quem chega do sul;
Praça do Comércio de janela aberta,
onde a luz ímpar de Lisboa liberta
envolve e abraça, em tons de azul.
Eu amo esta cidade calçada de negro e branco,
envolvida por um manto, ou vestida de cor garrida
quando desce a Avenida.
Eu gosto de Santo António,
Padroeiro desta cidade, casamenteiro de verdade
e devoto da folia, sem esquecer uma Ave-Maria.
Eu amo esta cidade de voz dolente e cansada
Pelo instinto guiada, ao som da velha canção,
que canta como pregão.
Fado! Que lhe traçou a sina, desde os tempos da moirama
espraia-se por Alfama , escuta-se em cada esquina.
Cidade amante do Tejo! Que de Sta Luzia vejo
ou da Senhora do Monte donde olho o horizonte…
Lisboa! falas de amor qual gemido, juntinho a qualquer ouvido
Insinuas-te num pedido, segredando baixinho ao luar:
-Deixa-te amar como eu, que nada na vida é teu
Olhar, do meu doce olhar!
Sunday, October 28, 2007
Friday, October 26, 2007
Thursday, October 25, 2007
Mafalda Veiga - No Rasto do Sol
Contigo vou aonde a imaginação
me levar...no rasto do sol ou da lua, ou na procura de um
qualquer lugar imaginado.

MARIA BETHANIA - JEITO ESTUPIDO DE TE AMAR
Cada um de nós tem a sua forma, ou jeito de amar.
O segredo, se é que segredo existe, reside em nos aceitarmos como somos, para poder aceitar os outros como eles são.
Tuesday, October 23, 2007
Saturday, October 06, 2007
Sunday, July 15, 2007
Mas não percebendo eu nada de política e sendo muito básica, a dada altura fiquei
confusa. Mas as eleições eram mesmo para a Camâra de Lisboa? É que de repente
fiquei com a impressão que tinha sido em Cabeceiras de Basto e Alandroal.
Mistérios insondáveis da política.
Wednesday, July 04, 2007
Quem diria que um dia eu te beijava
Que vencia teu ar sério e distante
Mas quem ama sente em si dobrar a força
Que o amor não há força que o torça...
Fiz do amor, o meu cavalo alazão
O punhal era a paixão, para te ferir de repente...
Fiz do amor a minha estrela do mar
Que brilhasse devagar
Para te acudir na corrente.
Quem diria, que dormias no meu peito
Quando a noite chega calma e nos conforta.
Mas quem ama, sente em si, dobrar o empenho
Que o amor aguça a arte e o engenho!
Fiz do amor o meu cavalo alazão
O punhal era a paixão, para te ferir de repente...
Fiz do amor a minha estrela do mar
Que brilhasse devagar, para te acudir na corrente.
Poema de Jorge Fernando
Tuesday, July 03, 2007

Sunday, June 17, 2007
qualquer razão para me sentir assim.É Junho, mês das festas da cidade
de Lisboa.As marchas coloriram a noite, habitantes e turistas marcaram
presença, assim como os pretensos autaurcas lá estiveram no palanque.
Portanto tudo como manda a tradição com a benção de S.Pedro para não estragar a festa a Sto. António; que isto de cunhas e boa vizinhança
nunca fez mal a ninguém e, a noite era de festa. No entanto as tricas
políticas não ficaram de fora e desta vez mais acentuadas porque doze
marchantes se candidatam à maior Camâra do país.
Sinceramente, espero que não fique rosa, que é uma côr que já começa a cansar. Já basta a Assembleia e o Governo no uso e abuso da côr, que
no final das contas nos têm colorido, a nós povo, mas é de cinzento...se
é que não se inclina mais para a côr negra.
As notícias com que somos confrontados poucas ou nenhumas coisas
auguram de bom e, cada reforma com que nos presenteiam deixam-nos
de todas as cores, menos rosa.
Mas vamos ser optimistas, porque lá diz um velho ditado"que tristezas
não pagam dívidas". Será por isso que os nossos governantes andam
sempre tão sorridentes e que nenhum se queixa de desemprego, de salários em atraso, ou de baixas reformas?
Comemoremos então S. João que não tarda em bater-nos à porta com o
seu martelinho e alho porro, sem esquecer S.Pedro que apesar de ser o
último a ser festejado não é menos importante e também tem tradição.
Ó Santos de tradições
Olhai por nós todo o ano.
Livrai-nos de trapalhões,
Cheios de boas intenções
Que resultam em engano!
Bons Santos Populares.
Saturday, May 26, 2007
Parece que de ano para ano a dor se vai apoderando das nossas vidas em
todas as suas cambiantes. Avançamos em tecnologias e descuramos o apuramento da nossa sensibilidade e enquanto assim fôr continuaremos
a ser metralhados e atingidos por subespécies humanas.
É um facto que o mundo mudou a partir do 11 de setembro. O terrorismo
não se fica só por bombas, ataques suicídas, por terras minadas.
Existe um outro tipo de terrorismo mais subtil, mas não menos penoso
que últimamente quer se queira ou não nos entra casa adentro através
dos média.
O caso de Madeleine grita apenas mais alto e com maior visibilidade aquilo que outros pais e mães já passaram e não se recompuseram.
O caso de Madeleine tem ainda o "condão" de pôr um pouco mais a nú a
fragilidade e a impotência humana, de questionar a ciência, de questionar as leis, de demonstrar as diversas formas de tratamento para
casos idênticos,quer em Portugal ou fora dele, deu-nos a dimensão da
organização e do lucro das redes pedófilas ou pode novamente nos mostrar os desvios comportamentais de um indivíduo que todos nós por
princípio achamos que tem um comportamento normal, seja lá o significado que se lhe atribua.
Mas o caso de Madeleine vém dizer-nos muito mais, que isto não pode ser a excepção, mas sim a regra para qualquer criança tirada abruptamente do seu meio familiar.
Muito se tem dito e escrito sobre a actuação da polícia portuguesa.
Pessoalmente não penso que devam ser eles os acusados. É bom não
esquecer que aqueles homens e mulheres também cumprem leis e que
eles se veêm muitos vezes confrontados com um manual de teorias que
alguém sentado num gabinete escreveu, sem nunca se ter visto confrontado que as exigências no terreno exigem. Pelo menos que seja
alterada as não sei quantas horas para que possam actuar, que tenham
acesso a mandados de busca rápidos, resumindo que tenham aquilo que
necessitam para poder agir. Meios rápidos e eficazes porque por si só a
polícia milagres não faz.
No que toca à imprensa portuguesa, gostaria que ela fosse mais aguerrida, mais forte, mais isenta, mais livre. Não desbocada. Porque
gente com esse predicado é o que por aí não falta. A imprensa inglesa tem defeitos? Tem! A imprensa americana tem defeitos? Tem!
Mas também têm poder para fazer investigações, têm liberdade de expressão, têm liberdade de derrubar presidentes etc. etc..
Se a nossa imprensa quando do desaparecimento de crianças portuguesas também se empenhasse assim com as televisões se calhar
muitos pais portugueses saberiam um pouco mais sobre o desaparecimento dos seus filhos. Quem diz nestes assuntos, diz outros.
E basta ter estado atento ao caso Esmeralda, em que uma estação de
televisão se empenhou em contabilizar os dias da prisão daquele homem.
Basta ver como a sociedade civil se mobilizou em torno deste caso. Um caso de amor e não de sequestro, como os tribunais tanto se empenham
em nos fazer crer. Como será que que classificam agora o caso Madeleine?
A dor faz parte do nosso caminho, da nossa aprendizagem, do nosso percurso de vida. Ela existe e existe nas mais variadas formas.
Transforma-la em amor e esperança é uma forma de arranjar forças para nos ir-mos mantendo vivos e confiantes ainda no próximo.
Que a particularidade que existe nos olhos de Madeleine mas que eu
chamo " a lágrima que nunca caiu", represente para ela e seus pais,
assim como para todas as outras desaparecidas e seus pais, a lágrima de
um feliz reencontro demore o tempo que demorar.
Monday, April 30, 2007
Consultem o site
www.doartinteiros.com
e se quiserem e puderem ajudar desde já o meu muito obrigada.
Wednesday, April 18, 2007
acaso até desempenha a função de Primeiro Ministro. Muita tinta já correu sobre este assunto
e parece não ficar por aqui. Ao que tudo se resume no meu fraco entender é:
- SER ou NÃO SER ENGENHEIRO, EIS A QUESTÃO!
E no meio deste diz que diz e não diz, o senhor lá acabou por dizer que tirou o curso,um pouco apressadamente, mas é engenheiro. Pelo menos foi aquilo que eu entendi. É que isto de acompanhar os capítulos todos os dias não é fácil e, como o enredo tem muitos protagonistas mais difícil se torna.
Não sou fã do Engº.José Sócrates e já aqui o manifestei, mas o importante agora não é saber
se ele tem canudo ou não e, parece-me não ser isso o mais grave, porque a competência não
reside num canudo. Se lhe foi dada uma maioria e governou durante dois anos foi porque o
acharam digno , responsável , honesto e competente para tal, portanto cruxificam-no tanto
agora porquê? Porque ele faltou ao compromisso e promessas que fez na campanha eleitoral, ou porque não disse que não era engº? Mas que eu me lembre ninguém se importou com o
curriculum nem deste, nem de outro qualquer ministro.
Ser engº, dr., arqº e sei lá que mais não é sinónimo de inteligência ou competência.
Não estou a pugnar pela ileteracia ou analfabetismo, quanto mais e melhor instrução tivermos
melhor, mas para isso o caos em que se encontra a Educação tem que tomar um novo rumo, tem que ter mais qualidade e tem que responder aos desafios que cada vez serão mais exigentes.
Parece que o problema do sr. Primeiro Ministro mesmo antes de o ser, era sentir-se nú sem
o Engº na frente do nome. Este é um dos grandes males deste país. As pessoas avaliarem-se
pelas aparências e depois, verdade seja dita que também há canudos que rendem muito e
muitos que rendem sem canudo.
Esperemos que possamos novamente discutir ou não sobre a localização da OTA, do TGV,
dos despedimentos colectivos, do crescimento económico, da baixa de impostos, das greves,
do investimento, da criação de postos de trabalho, das reformas...que ainda estou à espera de
saber se tenho direito á minha ou não por invalidez. E nesta ultima eu gostaria tanto de ver
aplicado o tal simplex.
Boa sorte sr. Engº e não se esqueça que nós somos um Todo.
Tuesday, April 03, 2007


Thursday, March 29, 2007

Alegraste-me a casa por doze anos. Mas nada é eterno e partiste sem um piar.
Abriste as asas num derradeiro esforço de subires ao poleiro que mais gostavas mas
a idade já não era tua aliada. Peguei-te, fiz-te uma festa e deitei-te no ninho. Aos
poucos os teus olhos foram-se fechando. O dia da libertação chegou.
É assim o ciclo da vida, uns partem , outros chegam...mas não haverá cantar como
o teu.
Wednesday, March 21, 2007



Wednesday, March 07, 2007

Wednesday, February 28, 2007

Saturday, February 24, 2007

Sunday, February 18, 2007
Deixava o mar aquela branca espuma
Que de repente na areia se desfaz
E tal, como o fumo se esfuma,
Assim se vai esfumando o valor da Paz.
Aquele céu vermelho alaranjado
Que deixa sempre alguma nostalgia...
É a paisagem natural, pintado
De quem repousou ao sétimo dia!
E a tarde vai ficando mais sombria
Fugiu Tua presença da paisagem
Trazendo a brisa da noite, a aragem
Impregnada de saudade e maresia.
Pesca... desta vez, Homens à rede
Não deixes que sejam sempre eles a pescar...
Ainda há neste mundo muita sede
Da Tua Verdade, da tua Presença e do Teu olhar.
Thursday, February 15, 2007

Tenho saudade de um tempo que já foi meu
e se dividiu; não sei se empurrado pelo vento
que rondava as cercanias do estio...
Encontrou assim, a solidão morada,
e se instalou como o tempo frio, e do manto branco
que cobriu a estrada, o vento varreu as pegadas...
e tudo sumiu.
Até a alma santo Deus, ficou gelada e finíssima
como cristal se partiu,
Saudade! tu me habitas enganada...
E se rondas o tempo?... ele já fugiu.
Thursday, February 08, 2007

Os meus olhos são uns olhos
E é com esses olhos uns, que eu vejo no mundo escolhos
onde outros, com outros olhos,
não veêm escolhos nenhuns.
Inútil seguir vizinhos, querer ser depois ou ser antes.
Cada um é seus caminhos.
Onde Sancho vê moínhos D. Quixote vê gigantes,
Vê moínhos? São moínhos
Vê gigantes? São gigantes.
Poema de António Gedeão/Rómulo de Carvalho

Há uma mistura de sentimentos que vão
se instalando dentro de mim. O mundo
está a mudar vertiginosamente e eu com
ele, com a diferença que ele corre mais
rápido e eu, vou sentindo ficar para trás.
É únicamente um problema meu, sei disso!
tal como sei, que sou lenta a novas adaptações. Algo que me vém da infância.
O estranho é que não devia de acontecer.
Se houve alguém que enfrentou muitas e
rápidas mudanças , fui eu. Talvez por isso sinta um certo cansaço de tantas novidades
e a maioria pouco positivas. Mas esta é a realidade e é bom que volte a estar na estação para apanhar seja qual fôr o comboio que passe. Se não me levar directa ao
destino, tenho sempre a opção de sair na primeira paragem, apanhar outro e seguir
viagem. Neste momento sou apenas caminhante. Gosto mais quando me sinto
peregrina, porque sei para onde me dirijo.
É estranho sentir cada vez mais perto o horizonte, sem sair do mesmo lugar.
É estranho olhar as montanhas e me sentir confortável no sopé, sem pretensão alguma de alcançar o cume.
É estranho gostar de olhar o céu com uma certa neblina, sem ter a necessidade de ver
o sol brilhar no seu esplendor.
O desejo de ter o mundo na palma da mão, passou! Há quem chame a isto maturidade, talvez seja...mas há uma grande dose de conformismo, ou talvez seja
apenas a aceitação da alma a uma nova realidade.
Não me sinto mais aquela guerreira que estava sempre pronta para o que desse e
viesse, não sinto mais o apelo da luta nem que fosse contra moinhos de vento.
Contudo, não desisti da vida, olho-a sómente de uma outra forma e aqui, penso que
a idade conta. Os sonhos existem, mas não são inesgostáveis e no entanto aquela
vozinha que tantas e tantas vezes se manifesta, continua dizendo que ainda há muito
caminho a percorrer. Caminharei então pelos vales, pelas margens dos rios, pelas
estradas secundárias ao pôr-do-sol, quando se sente uma leve e fresca brisa.
As conversas com a noite são sempre mais intimistas.
Thursday, February 01, 2007

Não vou alongar-me em muitas considerações sobre o aborto.
Depois de tanta discussão, esclarecimento, debate, informação e alguma
adulteração, não resta muito mais para dizer.
No entanto, como mulher e apenas isso, porque a vida não me deu a
benção de ser Mãe, uma vez que vamos a referendo tenho vontade de
dizer o que penso e o que sinto.
Eu tenho muitas dúvidas que seja qual for a lei que passe, ou não passe
e tudo fique na mesma, que a primeira coisa neste país, e não só no que
diz respeito ao aborto, como ia dizendo, a primeira a mudar devia ser a
mentalidade. A partir daí, haver legisladores competentes, de mentes
abertas e consciências limpas. Depois as próprias leis serem aplicadas no sentido de orientação, ajuda e não apenas punitivas, e não, serem
aplicadas apenas a alguns.
A decisão de abortar ou não,é própria e íntima. Não há lei que vá alterar
isso. Depois, no caso da mulher vir a ser punida por lei, já antes o foi por
a sua consciência, pelo abandono, por a pressão muitas vezes a que está
sujeita a factores externos. Nunca vi nenhum homem sentado no banco
de um Tribunal e ser punido porque se recusou a assumir a paternidade
ou ser responsabilizado por o acto em si. Mas o curioso da questão é que
são exactamente os homens que mais opiniões dão sobre o assunto.
Pessoalmente não sou a favor do aborto, quer seja às cinco , às dez semanas, ou qualquer outro tempo que viesse a ser estipulado.
Mas muito menos sou a favor da falta de condições , das punições ou de
uma gravidez indesejada que se pode transformar em crime muito mais
arrepiante. Por as razões que já apontei digo SIM à liberalização.
Anseio muito que os homens da Igreja, deixem de ser hipócritas e alguns
até ameaçadores...meus senhores, a Inquisição já teve o seu tempo, não
vale apena voltar a acordar monstros. Quanto aos senhores doutores
espero que deixem de ser objectores de consciência nos hospitais públicos, mas se de facto o são, assim se mantenham também nos privados.
Quanto às leis deste país, não vale de nada haver muitas, mas sim serem
poucas mas boas ,e cumpridas, quer para ricos , quer para pobres,
apesar de estarmos cada vez mais pobres em todos os aspectos da nossa
sociedade.
E já agora que falei em leis, aborto, abandono, e não querendo escrever
muito sobre o assunto, mas que também não é tão despropositado quanto isso, recordo sómente que se não fosse o Sr. Sargento e esposa
assumirem aquela criança, quando a mãe lhe a entregou, porque não
tinha possibilidades de a criar, mais uma vez teriamos um caso, em que
das duas , uma; Ou a mãe verdadeira teria feito um aborto, porque o
amantíssimo pai, não esteve nada preocupado ou se sentiu responsável
quando o informaram; como a mãe decidiu ter a criança, sentiu-se na
obrigação de a entregar para que ela pudesse encontrar uma família
estruturada, uma segurança e um amor incondicional.
Mas diz a Lei, e uma senhora juíza interpretou-a à risca, que aqueles 5
anos de nada valem... e mais acrescenta a senhora juíza que a lei é igual
para todos. Em que país vivem estes ilustríssimos juízes, sinceramente eu desconheço. Porque uns regem-se pela Lei, outros pela consciência,
outros pelas duas coisas e outros ...sem comentário.
Mas voltando ao aborto, era desejável que mulher alguma o fizesse, a menos que a vida de ambos perigasse. Mas era desejável também que cada criança que nasça tivesse assegurada minimamente as condições
necessárias para um desenvolvimento harmonioso e os seus direitos
reconhecidos na consciência de cada um de nós.
Os direitos só no papel não chegam, ou então cumpram-nos.
Tuesday, January 23, 2007
Há coisas que na vida me deixam absolutamente perplexa e acima detudo pensativa. Eu não sou nenhum modelo de virtudes, não sou dona
da verdade, não tenho nada que possa despertar inveja e, já cometi e
cometo erros que acabam sempre por me prejudicar.
Mas se algo tenho de bom e, também tenho, é o facto de não caluniar
ninguem.
Diz um ditado «que quem não se sente, não é filho de boa gente», estou
de acordo, mas quando determinadas acusações ultrapassam tudo que
eu jamais poderia imaginar, parto simplesmente para a ignorância.
Responder, seria entrar num jogo que há muito esperam que eu alimente e, dessa forma vitimizarem-se ainda mais.
Buscar responsabilidades, gerir seja aquilo que fôr, tomar decisões não
é fácil, mas quando alguma coisa corre menos bem, jogar as culpas para
cima dos outros é muito mais cómodo, porque se continue a ficar bem
na "fotografia". Já em tempos idos assisti a situações não muito diferentes em que o único objectivo era "abater" quem por uma razão ou
outra se tornava indesejável aos supostos "segredos" que afinal toda a
gente sabia. Era assim uma espécie de segredo de justiça dos nossos dias.
A única coisa a que se escusaram, foi de mencionar a campanha que por
portas e travessas faziam, convictas de que eu nada sabia.
Podem continuar a acusasões, as difamações, os segredos de Polichinelo
que eu permanecerei em silêncio.
Atrás de tempo, tempo vém e o tempo sempre foi meu aliado.
O que mais lamento é não terem parado um minuto sequer, apesar de
terem dado a entender que o fizeram e, mesmo assim sem qualquer pejo
e fraca memória dizerem com todas as letras que eu quis derrubar um
lugar, que em tempos de crise estive presente para o reerguer.
Deus abençõe a Todos.
Monday, January 22, 2007
A pior traição que podemos cometer perante omoço que se aproxima para que lhe digamos a Verdade é ocultar-lhe que para nós essa verdade
se encontra tão longínqua e velada como a ele se
apresenta. Se lhe damos por certeza o que se mostra duvidoso enganamos a confiança que o
levou a dirigir-se-nos; se lhe não fizermos ver
todas as fendas dos paços reais arriscamos a sua
e a nossa alma a desastre que nenhum tempo futuro poderá reparar. Os que julgou mais nobres
enganaram-no; era cego, pediu guia, e levaram-no a abismos; nunca mais a sua mão se estenderá
aberta e franca a mãos humanas. Quanto a nós mesmos, que valor tem a causa se para lhe darmos dinamismo a deformamos, a mergulhamos em parte na sombra da mentira?
Não é nosso ideal, e por isso lutamos,formar os
bandos incoscientes e os prontos cadáveres que
às nossas ordens obedeçam; salvar-se-á o mundo
pelos espíritos claros, tenazes ante o certo, ante o
incerto corajosos; só eles sabem medir o seu
justo valor e vencer galhardamente toda a
barreira levantada; só eles encontram, como base
do ser, a marcha calma e a energia inesgotável.
É ilusória toda a reforma do colectivo que se não
apoie numa renovação individual; ameaça a ruína
a todo o movimento que tornarem possível a
ignorância e a ilusão. Acima de tudo coloquemos a
franqueza e os abertos corações.; das dúvidas que
se juntam podem surgir as fórmulas melhores;
vem mais lento o triunfo, mas vém mais sólido; a
ninguém se arrastou, todos chegaram por seu pé.
"Quanto aos Noviços"
Textos e Ensaios Filosóficos I
AGOSTINHO DA SILVA
Saturday, January 13, 2007

Este ano que andamos novamente às voltas com um
velho referndo sobre o aborto, peguei na Antologia
Poética de Natália Correia e aqui deixo um poema e
uma pequena notícia que foi publicada no " Diário de
Lisboa, 5 de Abril de 1982".
«O acto sexual é para ter filhos-disse,com toda a
boçalidade, o deputado do CDS no debate ante-
ontem sobre a legalização do aborto. A resposta
em poema, que ontem fazia rir todas as bancadas
parlamentares, veio de Natália Correia.
O deputado na época era João Morgado.
«Já que o coito-diz Morgado-
Tem como fim cristalino,
preciso e imaculado
fazer menina ou menino;
e cada vez que o varão
sexual petisco manduca,
temos na procriação
prova de que houve truca-truca.
Sendo pai só de um rebento,
lógica é a confusão
de que o viril instrumento
só usou - parca ração!-
uma vez. E se a função
faz o orgão - diz o ditado-
consumada essa excepção,
ficou capado o Morgado.»
Nota: Agora as palavras são minhas apenas para deixar uma simples
pergunta:
-Como é possivel que ao fim de 25 anos se ande à volta do mesmo
assunto, dando a impressão que não é desta que fica resolvido?
Acode-me à ideia as palavras de um outro poeta- FERNANDO PESSOA
e dizia ele:
...Cumpriu-se o mar e o Império se desfez
Senhor, falta cumprir-se Portugal!

A Forma Justa
Sei que seria possível construir o mundo justo
As cidades poderiam ser claras e lavadas
Pelo canto dos espaços e das fontes
O céu o mar e a terra estão prontos
A saciar anossa fome do terrestre
A terra onde estamos-se ninguém atraiçoasse-proporia
Cada dia a cada um a liberdade e o reino
-Na concha na flor no homem e no fruto
Se nada adoecer a própria forma é justa
E no todo se integra como palavra em verso
Sei que seria possível construir a forma justa
De uma cidade humana que fosse
Fiel à perfeição do universo
Por isso recomeço sem cessar a partir da página em branco
E este é meu ofício de poeta para a reconstrução do mundo.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Sunday, January 07, 2007

Está passada a primeira semana de 2007 e no entanto 2006 ainda está entranhado na minha mente , na minha pele, como tantos outros já mais distantes.
É bom ter-mos memória das coisas boas e más. É verdade que a vida se pode alterar
num minuto, quer no sentido positivo, quer negativo e no entanto, e por enquanto
são os acontecimentos do velho ano que continuam fazendo notícia e algumas bem
chocantes.
Hoje, o dia nasceu em tom de azul e branco, raiado de rosa. O sol ainda não apareceu
e uma aragem fria acaricia o rosto. Em redor tudo é silêncio. Quão maravilhoso é não
ser-mos donos de nada e usufruir apenas do momento. É desta solidão que eu gosto.
Não daquela que infelizmente a sociedade muitas vezes impõe ou daquela que nos
habita por condição. Dizem que a felicidade, a tristeza, a solidão são estados de alma
e serão, mas o que é certo é que o meio em que estamos inseridos tem uma palavra a
dizer. Fala-se muito de auto-estima, de pensamento positivo, de força interior e tudo
disso necessitamos e devemos cultivar, mas é bom também que se assuma os lutos,
derrotas, as frustações porque são estes sentimentos quando interiorizados irão nos
fazer renascer e trazer a capacidade de olhar mais longe.
Cada um de nós tem um caminho a percorrer e o problema está quando sentimos
que estamos na estrada errada, mas não vemos maneira de escolher outra, ou mesmo que se escolha as alterações não são significativas. Geralmente perguntamos
porquê? Eu já fiz isso muitas vezes, assim como já andei por muitos caminhos e sei
lá quantos atalhos na esperança de encontrar respostas mais rápidas.
De nada adiantou. Só as encontrei no momento certo e nem sempre aquelas que eu
desejava mas as que foram possíveis. Não é fácil aceitar, mas é interessante a lição que se aprende. O tempo é o melhor mestre. Ensina-nos a ser feliz com o que se tem
e, não nos retira a capacidade de sonhar com o que se pode vir a ter e,acima de tudo
ensina-nos a Ser.
Sou aprendiza da vida e estudiosa do universo. Cometo erros? Muitos!
Injustiças? Algumas!
Mas é caindo e me levantando que vou cumprindo cada dia.




