
Este é um dos símbolos da justiça. Prefiro a senhora de
olhos vendados é mais apropriada nos tempos que
correm e, deve ser por isso que se esgotou a imagem.
"Gosto" desta justiça que actualmente é aplicada a quem infelizmente precisa de recorrer aos Tribunais.
"Encanta-me "a forma como são tratados quem tem
dinheiro e mais ainda quem o não tem. Se os primeiros
com facilidade tem acesso, já com os segundos o caso
muda de figura. Depois a celeridade com que os casos
são tratados, espanta qualquer comum mortal. E se fôr
falar de custas de um processo, então o assunto rasa a loucura.
Para se perceber ao que me refiro passo a expôr um exemplo.
Num processo de divórcio se uma das partes pedir pensão de alimentos, as custas são
de €6000 (seis mil euros), não é engano. É verdade por incrível que pareça.
Ora, se uma das partes pede isso é porque não tem forma de se sustentar, como pode
ter seis mil euros para pedir pensão? Claro que isto é dividido por requerente e requerido, seja como fôr o absurdo mantem-se.
Quando se passa à notificação de custas o assunto toma um cariz ainda mais interessante, isto é, desde o Incidente, Processo, Recursos, Taxas de justiça, Reembolsos, Multas e Coimas, cada um com seu valor, os quais não vou aqui mencionar porque varia de processo para processo, mas que perfaz uma quantia tão
astronómica que se aqui pusesse os valores de certeza pensariam que eu estava louca.
E diz uma senhora juíza que todos temos direito à justiça. De que forma, de que forma? É verdade que os senhores juízes tem acesso e direito, assim como os senhores advogados, mas com o cidadão comum a conversa muda, e muda, radicalmente.
Quanto a decisões não me vou pronunciar. Muitas das vezes a forma como decidem
depende da maneira como os senhores advogados também defendem os casos, e há
alguns ilustríssimos senhores doutores que "benza-os Deus e não os lamba o gato, que se os lamber há-de ficar farto", tal como eu fiquei do meu.
Dizem que a justiça é cega, pois será pobrezita, mas como uma desgraça nunca vém só, passou a ser surda e muda, como convém , quando convém e a quem convém.
Bom era que os pratos da balança de facto se mantivessem equilibrados...mas para
quando? Para quando?

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