Do fisíco denso faço a caverna do mistério em cuja a pronfundeza arde, o fogo
da presença. Do etérico, faço o pilar do poder e a fonte da saúde, o canal da
vida; a terra do Mago, o ponto de onde parte o fogo regenerador.
Do astral, faço o cristal que não se agita, a fonte de mil luzes, a área onde a
espiral da orientação e da entrega dissolve todos os turbilhões.
Do mental, faço a terra dos símbolos ardentes, o istmo que liga o eterno ao
efémero, o instrumento do propósito dos meus planos.
Da causa, faço a morada, palácio e templo do EU que trabalha em harmonia com todas as coisas. Aqui , faço o que existir para ser feito; desencadeio os
movimentos que se expressão na personalidade, e escuto o silêncio de onde
o espiríto soa, para destruir muros e me precipitar na liberdade.
Do vácuo, extraio a força encaminhada pela nota do poder, precipito-a para fora, para a poder precipitar para o mundo.
Volto muitas vezes as costas à sensualidade, para que possa tornar-me sensível à vibração da natureza e colher os frutos.
Mergulho no oceano de luz, para que possa ser , pelo menos um pontinho dessa mesma luz. Procuro na simplicidade tocar o intangível com o silêncio.
Escuto o inaudível com a acção pura e desapaixonada.
No fim concilio tudo dissolvendo-me no individual, para tentar ser completa
no colectivo.
Só há uma coisa de que não abdico e que alimento e sirvo, confiada na vontade viva... é na força de viver.
Luana
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