Friday, December 29, 2006


Dizem que os sonhos são o alimento da Alma. Nunca deixe de lutar
pelos seus sonhos, pois eles são também o ideal da sua vida e sem
eles voçê deixará de viver para simplesmente existir.
Se cada um dos nossos dias fôr uma centelha de Luz, no fim da
vida teremos iluminado uma boa parte do mundo.



De um autor amigo

Acredito que traçamos o nosso caminho e, por sua vez este está traçado nas estrelas.
Os astros manifestam as suas influências e nós decidimos a rota. Como dizia Hermes
Trimegisto, "o que está em cima é igual ao que está em baixo e vive-versa". Por isso
somos um Todo, um microcosmos dentro de um macrocosmos, uma ligação entre
o céu e a terra. É de uma beleza divina cada um ser único e ao mesmo tempo haver
algo de comum a todos nós.
Estamos a finalizar mais um ano e é usual nesta altura fazermos os balanços do
caminho percorido e renovar as esperanças no ano que se avizinha.
É também nesta altura do ano que os mais e os menos conceituados da nossa praça
dão as previsões generalizadas para cada signo ( e diga-se de passagem que nada
tenho contra), até porque gosto de astrologia quando bem feita e séria.
Como alguém costuma dizer, os astros propoem e o Homem decide, é bom que
tenhamos a consciência das nossas decisões e a responsabilização dos nossos actos.
Ao imprevisto todos estamos sujeitos. Mas as leis do universo são aquelas que mais
me agradam e que melhor consigo entender. Assim como a lei do retorno mesmo
quando sou eu a visada.
A vida é uma roda. Nem sempre se está na crista da onda, nem no fundo do poço.
Cada dia é diferente mesmo quando nos parecem iguais e o tempo tem a vantagem
de atenuar a dor e nos trazer algum consolo.
Como a maioria não vou fugir à regra. Na noite de São Silvestre espero ter as doze
passas correspondentes a um desejo por cada mês do ano, brindar ao novo ano com
um champanhe, subir a um banco será mais difícil ( porque o reumático já não
permite), mas darei três pulinhos, pode ser que tenha a mesma validade.
Depois é continuar a viver um dia de cada vez, fazendo os lutos que tiver que fazer,
viver as alegrias que tiver de viver... e sonhar um pouco mais alto.
Que no geral os Homens se harmonizem ...vá lá um pouco mais de esforço pouparia
muitas vidas e melhoraria muitas mais, especialmente daqueles que nada têm.
Um sorriso, uma palavra, um gesto podem mudar uma vida e não custa nada.
Feliz 2007.

Saturday, December 23, 2006

Ao longo dos anos que me conheço por gente, e sem haver a mais pequena influência
fosse de quem fosse que habitas no meu coração.
Era muito nova quando li a Bíblia, escusado será dizer que nada percebi do Antigo
Testamento, e do Novo gostei da parte dos milagres e do sermão da Montanha. Mas
foi a partir daí que dei comigo a pensar muitas vezes quem serias Tu! Aquilo que
mais confusão me fazia era o facto do Teu Pai e que diziam ser nosso também, ter
consentido na Tua morte.
Aos nove, dez anos não se entende a maioria das coisas que se leêm e já em adulto
na maioria das vezes também não. É preciso não esquecer que vivia num regime de
ditadura em que quase pensar era crime e a Igreja tinha um peso em que nada era
questionável. Assim, na época do pouco que tinha entendido construí a minha
própria idéia e fiquei a gostar de Ti como pessoa. O resto eram mistérios de Deus e
a idéia que tinha de Deus era inantíngivel.
Hoje, com tantos códigos e descodificações, com tanta gente pregando a Palavra de
Deus, cada um fazendo a sua interpretação e à sua maneira,reclamando para si um
Deus que até parece não ser Uno, aceitando ou não um Cristo que no fundo parece
que se quer apenas conhecer melhor continuas a Ser, Alfa e Omega, o princípio e o
fim.
Não sei se casaste ou não, se tiveste filhos ou não, se fizeste muitos ou poucos
milagres. Nada disso para mim tem importância.
Pegando no refrão de uma canção que neste Natal se houve muitas vezes e diz isto:
Eu não sei o que me aconteceu
Foi feitiço, o que é que me deu
P'ra gostar tanto assim de Alguém
Como Tu!
É exactamente isto que eu sinto por Ti! Da mesma forma de quando tinha nove anos.
Continuas a representar Amor.
Conversamos muitas vezes os dois, zango-me muitas vezes Contigo, quero respostas
no imediato e elas não chegam. Não me fazes as vontades quando eu quero, penso
logo que não Estás nem aí p'ra mim. Mas no íntimo sei que de alguma forma Me
acabas respondendo. Basta render o espírito e acreditar.
Amar não tem nada de difícil ou de complicado. Os problemas surgem exactamente
por falta de amor e não de excesso. Não estou a falar de fanatismo, isso é outra coisa.
É aquilo a que hoje o mundo assiste mas não nasceu agora tem apenas outros
contornos.
E o mais belo da vida é a livre escolha.
Não sei se Tu nasceste em Dezembro, de qualquer maneira...Parabéns!

Tuesday, December 19, 2006


Se a minha alma permitir amar-te-ei
Sem culpas, sem medos ou lembranças
De outras, que me levaram esperanças
E deixaram marcas que não apagarei

Sei que outros caminhos seguirei
P'ra terminar uma viagem, ainda
incompleta...
Mas que o meu coração tomou por
certa
E a minha alma grita que alcançarei

Não vou mais duvidar dos teus abraços.
Nem dos beijos e carícias porque os laços
Que nos unem,estão cada vez mais apertados

Assim iremos caminhando, passo a passo
Sarando feridas,de um tempo de compasso
Que lentamente nos tornou...enamorados.

Friday, December 15, 2006

Dúvidas

Hoje acordei com dores de cabeça e quando assim acontece parece que as ideias...se
algumas existem, ficam baralhadas. Mas ao mesmo tempo obrigo-me a pensar em
um milhão de coisas, sem qualquer fio condutor apenas para me esquecer destas
dores infernais. Lá recorro à santa aspirina para resolver o problema e meia hora
depois já não dói só a cabeça mas também o estomâgo. Assim não me fixo só num
problema, porque acabei criando outro. E isto é exactamente como no resto da vida,
o melhor é termos mais do que um problema, porque acabamos por fazer do último
o principal.
Já agora que falei em dores lembrei-me do actual estado do nosso Serviço Nacional
de Saúde que ao que dizem, não sei se as boas, se as más línguas está pela hora da
"morte" e com uma grande apetência para arrastar uns quantos, que parecem sair
muito caros ao Estado. Ora como estamos na era dos cortes e dos remendos...e não
só na Saúde, basta olhar para outros Ministérios, por este andar da "carruagem" uma
vez que já se nasce em Espanha, provavelmente é ir morrer lá também.
É escandaloso e isto falo por experiência própria, que tenha que ir ou pedir a alguém
que me compre certos medicamentos em Espanha que cá se poderiam comprar mas
como não dão lucro estão simplesmente proíbidos.
É escandaloso que as pessoas com fracos recursos económicos tenham que pagar não sei quantos dias de internamento e que só ao fim de 10 dias se não estou em
erro, então essa taxa seja abolida.
É escandaloso que algumas doenças crónicas não tenham qualquer apoio e algumas
que tinham vejam esses mesmos apoios reduzidos.
É escandaloso que uma grande parte da população não tenha médico de família.
E a lista é interminável de certas aberrações, que até custa a acreditar.
Ainda vamos tendo bons médicos, se eles têm razão quando se queixam ou não é um
outro aspecto do mesmo problema que daria não sei mais quantas linhas.
Se os hospitais têm capacidade de resposta ou funcionam bem ...idem...idem.
Não sei se as novas políticas em vigor irão resolver o problema da falta de dinheiro
de que tanto se queixam os nossos governantes, quer seja na Saúde , na Educação e
sei lá mais em quê.
A mais valia de um país é o seu povo. Por favor não nos afoguem.
E não é que a porcaria das dores cá continuam?

Friday, December 08, 2006

NATAL
Não sou saudosista mas lembro-me muito dos Natais da minha infância.
Primeiro que um ano passasse parecia uma eternidade e depois quando
chegava esta quadra havia qualquer de mágico que se perdeu.
O brinquedo, ou a roupa, ou fosse o que fosse que se recebesse nessa
altura tinha outro sabor, porque a vida não permetia, mesmo aos mais
remediados comprarem tudo o que se desejava ou pedia. Portanto o
Menino Jesus era a esperança dessa realização, porque o Pai Natal ainda
não era muito famoso nesses tempos.
Se bem me lembro, como dizia Vitorino Nemésio, era apenas em Dezembro
que a baixa lisboeta se enfeitava com o apoio dos comerciantes (esse apoio
penso que ainda hoje é dado), e nas casas fazia-se o presépio ou a árvore
de Natal e salvo raro excpções se faziam as duas coisas.
A vida não era fácil, não havia muitas possibilidades de endividamento
porque o apelo ao consumo era muito mais restrito, os bancos não faziam
empréstimos nem para as palhinhas do Menino Jesus, cartões de crédito
não se sabia o que era, e só o décimo terceiro mês podia ajudar a fazer a
festa... e com muito sacrifício. Esta era também a época do ano em que se
estreava qualquer coisa (as outras duas , era nos anos e na Páscoa) e
lembro muitíssimo bem que só fui mais pedinchona no que diz respeito aos
brinquedos quando apareceu o tão famoso bébé chorão que de facto lá o
encontrei na manhã do dia 25, que era quando se abria as prendas. Mas
muitas cartas me custou nesse ano, pois achava que se escrevesse só uma
podia não chegar ao destino, ou não fosse estar o Jesus muito ocupado.
A PAZ era uma palavra com muito mais peso, apesar das guerras que também
já as havia (é bom não esquecer uma que se desenrolava no chamado Ultramar)
e aí não sei se faziam tréguas durante o tempo natalício, mas outras havia em
que pelo menos um dia se respeitava as crenças e tradições de cada um.
Hoje andamos todos vergados ao peso do consumismo, das muitas luzes que
proliferam por toda a cidade, das grandes árvores de natal que consomem
electricidade até dizer chega, para depois nos lavarem a cara que consumimos
muito... e apesar de todas as boas vontades que são bandeira nesta época elas
continuam a ser poucas para abranger cada vez mais a probreza e a solidão.
Os homens decidiram que Cristo nasceu em Dezembro, assim seja!
O importante é que de facto Ele existiu comemoremos então o Seu nascimento.
Que sejamos nós, ao menos uma vez a nada lhe pedir, mas sim a ofertar, não
ouro , incenso e mirra, mas a verdadeira vontade de fazer da Paz uma realidade,
o banir da fome não uma utopia e, não transformar o amor numa banalidade.
FELIZ NATAL!