Dias de Sorte
Faz hoje um mês que caminho com o Gift para o veterinário.
O "moçito" pensou que era rei cá do sítio. Como não anda na escola da maladragem
(rua) e, conhece-lhe pouco os hábitos, saíu-se mal do confronto com um "primo"
que, esse sim, é rei da vadiagem.
Mas vém isto a propósito de um acontecimento que presenciei, enquanto esperava
a vez do Gift.
De repente, entram dois moços novos com um cãozito de 4 meses que tinha sido
atropelado naquele instante. Como é óbvio todos ficamos impressionados e
cedemos a vez e, em boa verdade também expectantes de qual seria o desenrolar da
situação.
Um dos moços sentiu-se mal, veio para a sala e começou a contar que já tinha
reparado no animal e que lhe parecia ser um caso de abandono uma vez que não
trazia coleira mas não estava mal tratado. Ainda indagou por ali se o cão pertencia
a alguém mas ninguém sabia nada. De repente ouve uma travagem brusca e vê o
animal ser atropelado. Lá o consegue agarrar, o senhor que o atropelou parou o
carro, vai ter com o moço(pensando tal como nós que o cão lhe pertencia) e ali se
mantem até o veterinário lhe assegurar que o animal não corria perigo de vida.
Sabendo que o animal ia ficar bem, voltou-se para o moço pedindo mil desculpas e
pagou todas as despesas. E é, exactamente nesse momento que o senhor se
apercebe que o cão afinal não pertencia a ninguém. Deu as boas tardes e saiu.
O moço, que inicialmente todos pensavamos ser o dono do cão, também já refeito
do susto, embrulhou-o num casaco que trazia e lá saiu com ele.
Hoje, quando fui à clínica para o Gift fazer o tratamento, lá estava o cãozito com o
seu novo dono, que já o "baptizou" com o nome de Dingo.
Acabamos todos fazendo uma festa e, até a Matilde, que é uma gata pachorrenta e
gorda mas que reside na clínica veio travar conhecimento com o novo doente.
Gosto destas pequenas histórias que acabam bem. Gosto de ver que apesar da
correria em que vivemos duas pessoas se preocuparam com um animal abandonado.
Estas pequenas grandes atitudes são as que me fazem acreditar ainda, que o mundo
se nós quisermos pode ser de facto melhor.
Talvez esteja a haver uma exagerada dose de ingenuídade da minha parte e daí,
talvez não!
O Gift vai continuar os tratamentos para que possa dentro em breve voltar a ser o
reguila que é.
Friday, October 27, 2006
Saturday, October 14, 2006
Somos ou não um Todo?
Quando tantas vezes digo que nós somos um Todo, quer individual ou colectivamente, uns dizem que sim, outros calam-se, outros ainda
respondem-me logo:
-Ora, lá estás tu com a mania da metafísica.
Bem, não é propriamente uma mania, mas sem dúvida que gosto de ler
dentro do possível, livros sobre o esoterismo e o exoterismo. As coisas
não se resumem só aquilo que os olhos vêem e, lá diz um ditado "que
não há nada que nos engane mais que os nossos olhos".
Evidentemente que aceito e respeito, quem não tenha a mesma opinião
e até quem não tem opinião nenhuma.
Mas, quando na prática diária se constata que de facto somos um Todo,
fica assim mais fácil de chamar a atenção aos momentos pouco
afortunados (para muitos) que, estamos vivendo neste simpático país,
geográficamente com imensas belezas mas que ao nível sócio-económico
está ficando negro e amarelo.
E vém a propósito esta mega chamada de atenção ao Governo da Função
Pública. Aquelas milhares de pessoas que "invadiram" Lisboa formavam
um Todo, aquelas vozes formavam um Todo e cada uma delas com os
seus dramas, ameaças, medos, direitos e deveres formavam um Todo.
Cada um de nós é um pouco do outro e, mais uma vez se comprova que
as atitudes que tomamos, ou que ficam por tomar atingem sempre uma
maioria ou minoria das quais queremos dar a entender que não se faz
parte, ou se faz quando dá jeito.
É a sua atitude Sr. Engº Sócrates.
Arrogância é tónica dominante de quem em liberdade e democracia nos
tem governado.
Vou ficando com a "leve" sensação que a vontade dos democratas de
hoje é se reinventarem nos ditadores do século passado e de alguns
ainda existentes.
Quanto a silêncios, há várias maneiras de os interpretar. Pode fazer-se
silêncio em sinal de respeito, em sinal de não entrar em conflito, ou em
sinal de desprezo.
Creio que o silêncio do Sr. Engº às perguntas dos jornalistas sobre a
greve foi em sinal de respeito por um povo que o elegeu e lhe deu uma
maioria.
Faça parte de nós, faça parte de um Todo.
Quando tantas vezes digo que nós somos um Todo, quer individual ou colectivamente, uns dizem que sim, outros calam-se, outros ainda
respondem-me logo:
-Ora, lá estás tu com a mania da metafísica.
Bem, não é propriamente uma mania, mas sem dúvida que gosto de ler
dentro do possível, livros sobre o esoterismo e o exoterismo. As coisas
não se resumem só aquilo que os olhos vêem e, lá diz um ditado "que
não há nada que nos engane mais que os nossos olhos".
Evidentemente que aceito e respeito, quem não tenha a mesma opinião
e até quem não tem opinião nenhuma.
Mas, quando na prática diária se constata que de facto somos um Todo,
fica assim mais fácil de chamar a atenção aos momentos pouco
afortunados (para muitos) que, estamos vivendo neste simpático país,
geográficamente com imensas belezas mas que ao nível sócio-económico
está ficando negro e amarelo.
E vém a propósito esta mega chamada de atenção ao Governo da Função
Pública. Aquelas milhares de pessoas que "invadiram" Lisboa formavam
um Todo, aquelas vozes formavam um Todo e cada uma delas com os
seus dramas, ameaças, medos, direitos e deveres formavam um Todo.
Cada um de nós é um pouco do outro e, mais uma vez se comprova que
as atitudes que tomamos, ou que ficam por tomar atingem sempre uma
maioria ou minoria das quais queremos dar a entender que não se faz
parte, ou se faz quando dá jeito.
É a sua atitude Sr. Engº Sócrates.
Arrogância é tónica dominante de quem em liberdade e democracia nos
tem governado.
Vou ficando com a "leve" sensação que a vontade dos democratas de
hoje é se reinventarem nos ditadores do século passado e de alguns
ainda existentes.
Quanto a silêncios, há várias maneiras de os interpretar. Pode fazer-se
silêncio em sinal de respeito, em sinal de não entrar em conflito, ou em
sinal de desprezo.
Creio que o silêncio do Sr. Engº às perguntas dos jornalistas sobre a
greve foi em sinal de respeito por um povo que o elegeu e lhe deu uma
maioria.
Faça parte de nós, faça parte de um Todo.
Friday, October 13, 2006
Jura Adiada
Não juro, porque não sei jurar em vão
Não juro só porque dizem que é pecado!
Não juro, apenas porque este coração
Não tem forças p'ra jurar, foi maltratado.
Não juro,porque não tenho juras no olhar
Nem palavras que não sinto...a alma secou!
Se queres juras de amor, vais encontrar
Em alguém diferente, do que hoje eu sou.
Mas não me esqueço que jurei um dia
Perante os homens , os céus e Deus,
Que essa jura se transformou em agonia
Em lembranças de dor e pecados meus.
Por isso, não queiras me ouvir jurar
Nem em nome do que ainda não vivi!
Mas se esta jura eu tiver que quebrar
De uma outra forma, se o fizer...será por ti!
Não juro, porque não sei jurar em vão
Não juro só porque dizem que é pecado!
Não juro, apenas porque este coração
Não tem forças p'ra jurar, foi maltratado.
Não juro,porque não tenho juras no olhar
Nem palavras que não sinto...a alma secou!
Se queres juras de amor, vais encontrar
Em alguém diferente, do que hoje eu sou.
Mas não me esqueço que jurei um dia
Perante os homens , os céus e Deus,
Que essa jura se transformou em agonia
Em lembranças de dor e pecados meus.
Por isso, não queiras me ouvir jurar
Nem em nome do que ainda não vivi!
Mas se esta jura eu tiver que quebrar
De uma outra forma, se o fizer...será por ti!
Não sei o que é que me deu para criar um blog...que nem sei bem como se faz.
Não sei como pôr fotos, como criar seccões que tenho em mente, mas hei-de
descobrir.
Mas sei porque escolhi este dia treze. É o número que eu gosto, porque foi a
treze que eu nasci e, em que tenho apostado a minha vida.
Quando falo de aposta, não quer dizer que seja no sentido de o marcar num
qualquer boletim de jogo, apesar de a vida não passar de isso mesmo.
Dizem uns que este é um número de sorte, outros nem por isso. Mas se quiser
ainda posso escolher um quatro ou um trinta um.
Mas deixemos a numerologia.
No que tenho realmente apostado é em mim. De tempos a tempos há a necessidade
de se fazerem balanços, viagens interiores, lutos...pausas.
Outras vezes, a necessidade de ir à luta, de erguer a cabeça, olhar ao espelho, pôr
o melhor sorriso e enfrentar a vida...quantas vezes tremendo por dentro.
É nesta última fase que me encontro. As adversidades são muitas, a tristeza quer
ganhar terreno e, as perdas estão na linha do horizonte, mas o caminho é em
frente.
Hoje já tentei algo de novo, que representa uma pequena conquista e que me vai
obrigar a descobrir, aprender e a tentar fazer melhor, errando muitas vezes...
eu sei! Mas é assim o jogo da vida.
Não sei como pôr fotos, como criar seccões que tenho em mente, mas hei-de
descobrir.
Mas sei porque escolhi este dia treze. É o número que eu gosto, porque foi a
treze que eu nasci e, em que tenho apostado a minha vida.
Quando falo de aposta, não quer dizer que seja no sentido de o marcar num
qualquer boletim de jogo, apesar de a vida não passar de isso mesmo.
Dizem uns que este é um número de sorte, outros nem por isso. Mas se quiser
ainda posso escolher um quatro ou um trinta um.
Mas deixemos a numerologia.
No que tenho realmente apostado é em mim. De tempos a tempos há a necessidade
de se fazerem balanços, viagens interiores, lutos...pausas.
Outras vezes, a necessidade de ir à luta, de erguer a cabeça, olhar ao espelho, pôr
o melhor sorriso e enfrentar a vida...quantas vezes tremendo por dentro.
É nesta última fase que me encontro. As adversidades são muitas, a tristeza quer
ganhar terreno e, as perdas estão na linha do horizonte, mas o caminho é em
frente.
Hoje já tentei algo de novo, que representa uma pequena conquista e que me vai
obrigar a descobrir, aprender e a tentar fazer melhor, errando muitas vezes...
eu sei! Mas é assim o jogo da vida.
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